2026/10/11
Há animais que pertencem a uma paisagem.
E há outros que parecem ter nascido dela.
No alto das serras do Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre o granito, os matos rasteiros e horizontes onde o olhar quase se perde, encontramos um dos mais antigos companheiros das populações destas montanhas: o Garrano.
Pequeno, robusto, resistente e perfeitamente adaptado à dureza do território, vê-lo em liberdade é assistir a uma espécie de poesia em movimento.
Talvez por isso me venha à memória a força de uma frase de José Carlos Ary dos Santos: “Meu desafio, minha aventura...”
Porque há qualquer coisa de profundamente livre num Garrano a correr pela serra.
A presença do Garrano no Noroeste da Península Ibérica perde-se no tempo.
Durante gerações, estes cavalos fizeram parte da vida das comunidades de montanha. Foram utilizados nas deslocações, nos trabalhos agrícolas e no transporte de pessoas e mercadorias. A sua história acabou por se confundir com a história das próprias populações que aprenderam a sobreviver num território belo, mas exigente.
Hoje, os tempos são outros.
As máquinas substituíram grande parte do trabalho que durante séculos dependeu da força animal. E essa mudança permitiu também que muitos Garranos passassem a viver em regime livre nas zonas serranas da Peneda-Gerês. O próprio ICNF assinala o aumento destes efetivos em liberdade na região.
Encontrá-los assim é uma experiência completamente diferente.
Não há sela. Não há rédeas.
Há montanha.
O Planalto de Castro Laboreiro é um dos territórios onde a paisagem parece ter sido desenhada para eles.
Aqui, entre grandes extensões de montanha, é possível encontrar grupos de Garranos em regime livre. Mas não há horários nem garantias.
E ainda bem.
A natureza não trabalha para a nossa agenda.
Se tiveres a felicidade de os encontrar, para a uma distância segura. Não tentes aproximar-te demasiado, não os alimentes e deixa que sejam eles a decidir a distância que querem manter.
Observa.
Talvez encontres uma égua acompanhada pela cria. Talvez um pequeno grupo atravesse lentamente o caminho. Ou talvez vejas vários animais a correr pela encosta e desaparecê-los depois entre as formas da montanha.
O Garrano é uma das presenças emblemáticas da fauna e da paisagem cultural do território Gerês-Xurés.
E há qualquer coisa nesse encontro que dificilmente cabe numa fotografia.
Passamos grande parte da vida agarrados a horários, compromissos, mensagens e obrigações.
Depois chegamos à montanha e encontramos um cavalo a correr sem saber que horas são.
É impossível não sentir uma certa inveja.
Talvez seja essa uma das razões pelas quais viajar pelo Gerês nos faz tão bem. Durante algumas horas, recorda-nos que também podemos abrandar, respirar e recuperar as rédeas da nossa própria vida.
E, depois de um dia de descoberta, sabe bem ter um lugar para onde regressar.
No Agrinho Suítes & Spa Gerês Hotel, junto à albufeira da Caniçada, podes terminar o dia com a tranquilidade das piscinas, do Spa e da sauna, ou simplesmente deixar que a paisagem faça o resto.
E à mesa, no nosso restaurante panorâmico, o Gerês continua a revelar-se através dos sabores, dos produtos locais e de uma cozinha atenta às estações.
Se estiver a pensar visitar-nos, aconselhamos a planear a estadia com alguma antecedência. E há uma escolha que pode fazer diferença: reservar diretamente com o Agrinho. Poderás encontrar condições mais convidativas, maior disponibilidade e, no momento do check-out, receberás uma lembrança do hotel — um pequeno gesto para agradecer a confiança de quem escolhe reservar connosco.
E se quiser proporcionar esta experiência a alguém especial, o Voucher Oferta Agrinho permite oferecer aquilo que talvez seja cada vez mais precioso: tempo para parar, descobrir e viver.
Porque algumas viagens oferecem-nos paisagens.
Outras devolvem-nos as rédeas da nossa própria vida.
Há muito Gerês por descobrir. E nem tudo o que é livre precisa de asas.
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