2026/09/28
Há lugares que visitamos pela beleza.
E há outros onde, mal chegamos, sentimos que alguma coisa aconteceu ali muito antes de nós.
A Ponte da Misarela, também conhecida como Ponte do Diabo, pertence aos dois mundos.
Fica a cerca de 28 quilómetros de Valdosende e é uma excelente proposta para transformar uma tarde no Gerês numa viagem entre natureza, história, lenda e superstição.
Mas não tenhamos pressa.
Antes de irmos ao encontro do Diabo, talvez seja sensato começar o dia no paraíso.
Acorde tranquilamente no Agrinho Suítes & Spa Gerês Hotel.
Tome o pequeno-almoço enquanto a manhã desperta sobre a albufeira da Caniçada e permita-se aquilo que tantas vezes falta no quotidiano: tempo.
Pode aproveitar a piscina exterior, desfrutar da piscina interior aquecida, relaxar na sauna ou entregar-se aos cuidados do Spa. Aqui, não fazer nada durante algum tempo também faz parte do programa.
Depois, almoce no hotel, na sala panorâmica sobre a Caniçada.
A paisagem acompanha a refeição e talvez seja difícil decidir para onde olhar: para o prato ou para a janela.
No final do almoço, partimos.
A Ponte da Misarela ergue-se sobre o rio Rabagão, entre Vieira do Minho e Montalegre, numa paisagem agreste onde os penedos, a vegetação e a força das águas criam um cenário difícil de esquecer.
De origem medieval e reconstruída no início do século XIX, a velha ponte de granito resistiu ao tempo, às cheias e às muitas gerações que a atravessaram.
A aproximação faz-se a pé.
E talvez seja assim que deve ser.
Descemos por entre a natureza, ouvindo a água antes mesmo de vermos a ponte. Depois, quase escondida no desfiladeiro, surge diante de nós.
E compreendemos por que razão lhe chamaram Ponte do Diabo.
Conta-se que um fugitivo, perseguido pela justiça e impossibilitado de atravessar o Rabagão, pediu ajuda ao Diabo. Em troca da sua alma, surgiu uma ponte que lhe permitiu alcançar a outra margem.
Mais tarde, arrependido, confessou o pacto a um padre. Este regressou ao local, enfrentou o Diabo e benzeu a ponte. Satanás desapareceu.
A ponte ficou.
Mas existe outra tradição ainda mais surpreendente.
Durante gerações, mulheres grávidas procuraram este lugar quando receavam perder os filhos ou enfrentavam uma gravidez difícil. À noite, esperavam que alguém atravessasse a ponte. O primeiro viajante seria convidado a tornar-se padrinho da criança e realizava-se ali um batismo simbólico com água do rio Rabagão.
E pronunciavam-se palavras que atravessaram gerações:
“Eu te batizo, criatura de Deus, pelo poder de Deus e da Virgem Maria.”
Se fosse rapaz, seria Gervás. Se fosse rapariga, Senhorinha.
Verdade, superstição ou lenda?
Talvez não seja necessário escolher.
Fique alguns minutos sobre aquelas pedras. Escute a água no fundo do desfiladeiro. Olhe à sua volta.
Há lugares onde a imaginação não precisa de muita ajuda.
Ao final da tarde, regressamos a Valdosende.
Depois de uma caminhada, sabe particularmente bem voltar à piscina, à sauna, ao Spa ou simplesmente sentar-se diante da Caniçada e deixar o dia terminar devagar.
E há algo que nenhuma piscina ou paisagem consegue substituir: as pessoas.
A simpatia, disponibilidade e atenção do staff do Agrinho têm merecido sucessivos elogios dos hóspedes — e é essa hospitalidade que queremos que acompanhe cada estadia.
Se está a pensar visitar-nos, recomendamos que faça a sua reserva diretamente com o Agrinho Suítes & Spa Gerês Hotel e, nesta altura do ano, com alguma antecedência.
Reservar diretamente tem vantagens, incluindo a possibilidade de encontrar condições mais convidativas. E queremos agradecer essa confiança com um gesto simples: no check-out, oferecemos sempre uma lembrança do Agrinho aos hóspedes que reservam diretamente connosco.
Porque uma boa viagem deixa memórias.
E algumas merecem ser levadas para casa.
Há muito Gerês por descobrir. E algumas das suas histórias começam onde termina a realidade e começa a lenda.
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